Este post nasceu devido a algumas reacções menos positivas que tive acerca de alguns livros, que consequentemente me levaram a abandoná-los a meio. As razões para que parasse de os ler são várias; desde um súbito desinteresse pelo tema retratado, ao sacrifico feito na obra de Vargas Llosa para ler cerca de 80 páginas, tal como disse são várias as razões.
Isto apenas me sucedeu por duas vezes, sendo que uma delas foi com o livro que estava a ler ainda ontem - Isto é Comédia, de Fernando Bilé - e foi precisamente por ver repetido o que me sucedeu com Os Cadernos de Dom Rigoberto que decidi fazer este post.
Outro facto que quero salientar é o de partir (assim que desisto de um livro a meio) para outra leitura onde tenha alguma garantia de que a priori vou gostar, como aconteceu recentemente ao saltar do Fernando Bilé para o João Tordo. Sou da opinião que ler deve ser um enorme prazer, e não um sacrifício que tenha de ser feito quando era suposto o leitor estar a divertir-se com aquilo que lê.
Atenção, porque o facto de os ter deixado a meio não quer dizer que não os venha a ler no futuro - muito pelo contrário - significa apenas que no momento não me caíram bem.
Os livros que deixei a meio foram: Os Cadernos de Dom Rigoberto - Mário Vargas Llosa;
Isto é Comédia - Fernando Bilé
Já vos aconteceu deixarem livros a meio? Quais foram os livros? Quais os motivos para que tal acontecesse? Aborrecimento? Desinteresse? Já leram algum dos dois que eu deixei a meio?
Cumprimentos
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terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Citações #8
«Artur, desculpando-se com os afazeres, abandona o local do mexerico.A luminosidade matinal provoca-lhe um ardor na próstata. Tenta apanhar um táxi que o leve dali. Faz sinal a um velho Ford Cortina, que tem um corta-unhas a balouçar no espelho retrovisor. Só depois se lembra dos módulos de autocarro que comprou no dia anterior. Este curioso hábito, repetido todos os dias, faz dele um dos principais inimigos dos taxistas, que o insultam sempre que o reconhecem. Isto quando não o perseguem com os carros por cima dos passeios e lhe atiram van-tans fritos e velhas pistolas de alarme (vermelhas ou rosas de acordo com o batôn dos taxistas).»
Isto é Comédia, Fernando Bilé
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Citações #7
«Aproveito para fazer um parêntesis. (Ainda bem que não tenho amigos estrangeiros. Bem, conheci um indiano na Almirante Reis. Emprestei-lhe vinte cêntimos para desencravar uma unha e em quatro meses tinha uma cadeia de lavandarias, a 20 à sec...).»
Isto é Comédia, Fernando Bilé
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