quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Citações

Caros visitantes deste meu canto, onde falo abertamente sobre livros e tudo o que os rodeia, venho desta forma informar-vos do nascimento de uma nova rubrica aqui no blog. Essa rubrica tem o mesmo titulo deste post, Citações, e servirá para eu transcrever das obras que vou lendo aquelas frases que saltam à vista, aquelas que nos fazem voltar atrás para lê-las novamente e reflectir sobre o seu sentido, beleza estética, etc.

Abaixo poderão ler a frase inaugural desta nova rubrica;

Meursault, a propósito do seu quotidiano prisional;

«Assim, quanto mais pensava mais coisas esquecidas ia tirando da memória. Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia poderia sem custo passar cem anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se maçar.» O Estrangeiro, Albert Camus

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Conto por Conto, Alfarroba



«Há a história do gato, do tio, da avó. A história da vizinha, da escola, do autocarro.

Todos os dias há histórias. As que nos acontecem e aconteceram. As que contamos aos nossos amigos e as que fazem apenas sentido lembrar.

E depois há as outras. As que deviam ou podiam ter acontecido. Mas apenas fazem eco nas nossas cabeças, brincando connosco.

Todas estas pequenas histórias merecem ser contadas. Ponto por ponto, conto por conto.

Até 15 Dezembro 2010, envie-nos o seu conto, aquela história que toda a gente devia conhecer.

Os 5 melhores serão editados num livro.

Informações complementares:
- categoria: CONTO
- limite 24 páginas, redigidas em tamanho A4, Arial corpo 12, espaço 1,5
- trabalhos apenas em língua portuguesa
- insc até 15 Dez 2010
- cinco primeiros classificados verão o seu conto publicado em livro pela Alfarroba

Para detalhes, informações e regulamento:

e-mail: geral@alfarroba.com.pt
telefone: 210 998 223»

Fonte: http://alfarroba-blogue.blogspot.com/

sábado, 25 de setembro de 2010

O Estrangeiro - Albert Camus


Título: O Estrangeiro
Autor: Albert Camus
Tradutor: António Quadros
Nº de Páginas: 118
Editora: Livros do Brasil
Preço: 9,00€

Sinopse: «Enriquecida por uma penetrante introdução de Jean-Paul Sartre, esta obra-prima de Albert Camus é de pleno direito incluída na presente colecção, que reúne as mais importantes obras deste autor. O Estrangeiro revelou e consagrou definitivamente Camus como um verdadeiro "clássico" da literatura contemporânea. Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, nele se joga o destino de um homem que viveu a vida de acordo com a sua sensibilidade e a evidência do absurdo de existir.»

O que dizer sobre um romance que nos fala de um homem que acaba de perder a mãe e demonstra sobre esse facto uma enorme indiferença? Um homem que no dia seguinte ao enterro da sua própria progenitora vai à praia, começa um relacionamento amoroso, e vai assistir a um filme de comédia? Eu não sei, mas posso tentar...

Foi com muito gosto que vi as expectativas que tinha em relação a um dos livros que habitavam à mais tempo na minha wishlist serem correspondidas. As boas críticas que tinha lido em relação a esta obra foram a razão principal que me levaram a procurá-la, e algo que me lembro bem em relação a algumas delas é que se falava-se da monstruosa indiferença do personagem principal em relação à morte da sua mãe, pois logo no início percebi que todo o enredo ía andar à volta de tal acontecimento. E foi exactamente isso que encontrei, no inicio do livro fala-se da morte da mãe de Meursault, do deslocamento do mesmo à zona onde seria efectuado o enterro e do seu regresso a casa com nada mais que uma sensação de alívio por se ter finalmente vindo embora. Para não relevar o essencial do enredo, pois acredito que esta seja uma obra de leitura "obrigatória", como se costuma dizer quando se fala de clássicos, opto apenas por vos dizer que a falta de demonstrações afectivas em relação à morte da sua progenitora acaba por condenar Meursault, ao quê? Leiam e descubram por vocês mesmos, garanto-vos que valerá a pena!

Se é possível resumir determinada estória através de uma simples frase, ou mesmo de uma palavra, neste caso a palavra escolhida seria Indiferença.

Tenho já em vista outra obra do autor, A Queda, sobre a qual já tive a oportunidade de ler bons apontamentos, e será provavelmente por aí que se voltará a falar de Camus neste espaço.

Cumprimentos e desejos de boas leituras para todos vós,

Fernando

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Mandarim - Eça de Queirós

Título: O Mandarim
Autor: Eça de Queirós
Nº de Páginas: 95
Editora: Edi9 - Sociedade Editorial de Inovação - Biblioteca Essencial Jumbo
Preço: 1,59€

Sinopse: «Do ponto de vista da evolução literária de Eça de Queirós, O Mandarim representa um momento de mudança: aquele em que o autor abandona a «preocupação naturalista» e se deixa levar pelos «ímpetos de verdadeiro romântico que no fundo era».
Publicado pela primeira vez em folhetim, no Diário de Portugal, em 1880, O Mandarim transporta-nos ao Oriente, cenário exótico do imaginário queirosiano, que serve de contexto à história de Teodoro, um pacato amanuense do Ministério do Reino. Teodoro, movido pela tentação, aguçada por um Diabo, de pôr fim aos dias de um abastado Mandarim chinês, de forma a herdar a sua fortuna...»


«Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos: nunca mates o Mandarim!»

Opinião: Já faz algum tempo que estava à espera de uma oportunidade para ler algo de Eça de Queirós, de modo a conhecer a sua escrita e então depois poder ler a sua mais famosa obra, Os Maias, que possuo faz algum tempo mas que por uma simples metodologia optei por não ler, esta minha metodologia consiste na simples razão de eu gostar de ir conhecendo a escrita de um autor que me desperte alguma curiosidade começando por obras de menor renome, o que não significa que sejam de menor qualidade, até chegar ao dito clímax da obra do autor em questão, eu sei que não sou o único a agir deste modo pois tenho conhecidos que também agem da mesma maneira.

Quanto ao livro propriamente dito, começo por dizer que fiquei muito agradado com o enredo no seu todo e que gostei principalmente da mensagem transmitida. Eça de Queirós transmite nesta prosa uma mensagem de uma honestidade e de uma humildade tremendas, com as quais me identifiquei totalmente.
A frase que coloquei acima a negrito resume, na minha opinião, não toda a estória mas o essencial dela.

Teodoro é um secretariado do Ministério do Reino que a partir da simples leitura de um in-fólio vê aparecer-lhe a oportunidade de possuir uma enorme fortuna, e tudo o que tem de fazer para esse efeito é tocar uma simples campainha, sendo que no exacto momento em que a campainha for tocada morre um Mandarim mais rico que todos os Reis de que as histórias falam, trespassando por conseguinte toda a sua fortuna a quem tiver a ousadia de tocar a dita campainha. Teodoro acaba mesmo por tocá-la e herda uma fortuna imensa que lhe permitirá viver da maneira que sempre sonhou, até que a sua Consciência o faz lembrar que o Mandarim Ti Chin-Fu podia ter uma família, podia ter pessoas dependentes dele, o que faz com que Teodoro, o simples homem que trabalhava para o Ministério do Reino, rico e famoso do dia para a noite, embarque numa viagem em busca da família do Mandarim a fim de casar com uma familiar do Mandarim e compensar o povo pela perda que sofreram. É com certeza uma história de beleza e qualidade fora do comum.

Quero por fim, assinalar a forma extremamente cómica como o autor termina a sua prosa, que é a seguinte(perdoem-me os leitores que queiram ler o livro no futuro):  «E todavia, ao expirar, consola-me prodigiosamente esta ideia: que do norte ao sul e do oeste a leste, desde a Grande Muralha da Tartária até ás ondas do Mar Amarelo, em todo o vasto Império da China, nenhum Mandarim ficaria vivo, se tu, tão facilmente como eu, o pudesses suprimir e herdar-lhe os milhões, ó leitor, criatura improvisada por Deus, obra má de má argila, meu semelhante e meu irmão!»

E a pergunta que fica no ar ao ler esta obra é a seguinte: O que farias tu se tivesses uma oportunidade destas?

Cumprimentos, Fernando

sábado, 18 de setembro de 2010

Livrarias Online

Por vezes torna-se um pouco desconfortável termos de nos dirigir a uma livraria para comprar-mos um determinado livro, e não são poucas as razões para que uma simples ida a uma livraria se torne num pesadelo, como por exemplo: condições atmosféricas adversas; trânsito, ou aquela que para mim é a pior de todas, que é quando chegamos todos contentes à livraria e o livro se encontra esgotado ou ainda não chegou ao estabelecimento. Este tipo de obstáculos não existem para quem faz as suas comprar online através das úteis livrarias ligadas ao mundo virtual.

Hoje em dia em Portugal já existe uma boa variedade delas, sendo as mais conhecidas as seguintes:
                                                
                                                 www.mediabooks.pt
                                                 www.wook.pt
                                                 www.bertrand.pt
                                                 www.sitiodolivro.pt

Eu, não tendo nada para postar aqui no blog relativamente a opiniões ou críticas literárias, decidi que seria uma boa ideia mostrar a quem nunca o fez, como se efectua a compra de um livro online, dividindo o processo por três simples passos que podem ver abaixo.


1º Passo - O primeiro passo para efectuar uma compra online é o simples registo no site da respectiva livraria através do preenchimento dos dados necessários para que a encomenda possa chegar até si e depois, como é óbvio, a escolha e a encomenda do respectivo livro ou livros.



2º Passo - O segundo passo é o pagamento da respectiva encomenda. Para que o seu livro seja enviado até si tem primeiro de pagá-lo, obviamente, e eu opto por fazê-lo via Multibanco pois acho que é a forma mais simples e rápida de efectuar o pagamento. Tenho conhecimento de outros modos de pagamento, mas nunca os tendo utilizado nada posso dizer acerca dos mesmos.



3º Passo - O terceiro e último passo deste processo de compra trata-se da simples recepção da sua encomenda na comodidade da sua casa, dando por terminado o simples processo de compra online.
Caso você não esteja em casa na altura em que o serviço de correios for efectuar a entrega deverá dirigir-se ao posto de correios mais próximo, levantando a sua encomenda e obtendo por fim aquilo por que pagou.



Espero ter ajudado, cumprimentos e desejos de boas leituras,

Fernando

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cândido - Voltaire


Título: Cândido
Autor: Voltaire
Nº de Páginas: 121
Editora: Biblioteca Visão - Colecção Novis
Preço: 1,50€


Sinopse: «O espírito do Iluminismo transparece com humor e ironia em Cândido, romance no qual Voltaire insinua a crítica de um mundo vivido entre as contradições do optimismo e do pessimismo, do bem e do mal. O herói da narrativa percorre diversos lugares, incluindo Portugal e o utópico Eldorado, conhecendo peripécias fantásticas e sucessivas desgraças «no melhor dos mundos possíveis». Cândido, nas suas aventuras e desventuras, a amada e não menos desafortunada Cunegundes, assim como os filósofos Pangloss e Martin, constituem personagens de uma sátira que se ergue contra o fanatismo, a intolerância, a ignorância e a injustiça.»

Opinião: Cândido é o primeiro livro que leio de Voltaire e com certeza que não será o último, pois mesmo não tendo adorado esta obra ela deu-me a conhecer um tipo de estória que até agora nunca tinha lido, uma prosa sobre uma viagem constante. Este livro fala das aventuras de Cândido, jovem que foi criado num lindo castelo até de lá ter sido expulso aos pontapés por ter sido apanhado aos beijos com a filha da baronesa. A partir deste ponto inicial, começam as aventuras de Cândido, que no meio de aventuras e desventuras passa de prisioneiro prestes a ser enforcado em Portugal a um rico possuidor de uma boa quantidade de diamantes provenientes da utópica terra denomidada de Eldorado. Trata-se de uma aventura inesquécivel e de qualidade inquestionável, por isso aconselho vivamente a sua leitura a quem esteja interessado.

Esta obra é também conhecida por um outro titulo diferente deste, nomeadamente Cândido ou o Optimismo, que na minha opinião reflecte bem melhor e de uma forma muito simples aquilo que retrata o livro, uma questão imortal acerca do fundamento do optimismo e do negativismo, tendo aliás exemplos de ambos os casos nesta prosa, pois temos um filósofo que mesmo comendo o pão que o diabo amaçou insiste em afirmar que "Tudo vai bem no melhor dos mundos possiveis", e pelo outro lado temos um senhor que mesmo sendo muito rico e possuidor de uma vasta biblioteca e de um belo jardim não se contenta com tudo o que tem, e é aqui que transparece a ironia inserida pelo autor nesta bonita aventura.

Esta obra, não sendo aquilo que eu estou habituado a ler foi certamente uma boa surpresa, pois apresentou-me este género de romance, um tipo de estória que eu desconhecia e conseguiu despertar a minha curiosidade acerca de mais obras deste género, que no futuro serão certamente comentadas aqui no blog.

Cumprimentos, Fernando

sábado, 11 de setembro de 2010

Boas oportunidades


Achei que seria uma boa ideia partilhar com os visitantes aqui do blog todas as boas oportunidades a nível literário (relação preço/obra) de que tiver conhecimento, e talvez até tomar conhecimento de algumas por parte dos visitantes.
Ora então, aquilo que me surpreendeu pela positiva foi o seguinte:

A Colecção Essencial Jumbo, onde cada livro tem o preço simbólico de 1,59€
Pareceu-me ser uma boa oportunidade para adquirir livros que são considerados clássicos da literatura nacional, por isso aproveitei e comprei os seguintes:


Viagens na Minha Terra - Almeida Garret



Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco



O Mandarim - Eça de Queirós







Onde? Esta colecção, como é perceptível pelo nome, pode ser adquirida em qualquer super mercado Jumbo, naquele cantinho dedicado à literatura.  

Outra boa relação preço/obra com a qual me deparei foi a da Colecção Bis, da editora Leya, onde cada livro tem o preço simbólico de 5,95€, e onde vi uma boa oportunidade de adquirir alguns livros da minha wishlist, nomeadamente os seguintes:


Os da Minha Rua - Ondjaki
Bichos - Miguel Torga
Memória das Minhas Putas Tristes - Gabriel García Márquez
Capitães da Areia - Jorge Amado


Onde? Esta colecção pode ser adquirida em qualquer loja da especialidade, nomeadamente no Jumbo, nas Fnacs, Bertrands, Wook, Mediabooks, etc.

Esta é uma rubrica que pretendo repetir muitas vezes mais, sempre que me deparar com oportunidades semelhantes vou pô-las aqui para que vocês que visitam o blog fiquem a par delas.
E vocês, sabem de alguma oportunidade deste estilo? 

Cumprimentos, Fernando