Se pudesses ver um livro transformado no filme perfeito - um que captasse tudo o que gostas, os personagens, o visual, o sentimento, a história - que livro escolherias?
Se não soubesse que já existe uma adaptação ao cinema de Ensaio Sobre a Cegueira, era aí que recaía a minha escolha. Do que tenho lido ultimamente, penso que O Bom Inverno seja aquele que melhor se adaptaria à grande tela. Não tenho a mínima dúvida que daria um filme de terror e pêras. Para além de suspense a montes, é também um livro muito visual, o que acaba também por facilitar a adaptação ao cinema.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Na Pilha...
A pilha de livros que tenho na mesinha de cabeceira tem um reforço de última hora. Ao melhor estilo benfiquista, vos deixo a foto do mais recente reforço da nossa equipa.
Boas Leituras.
Boas Leituras.
Romance Inédito de Saramago
Aproveitando a deixa do Dia Mundial do Livro, a Fundação José Saramago deu a conhecer, através do seu site, as linhas iniciais de "A Clarabóia", romance de juventude do Nobel da literatura português, nunca antes publicado. De resto, diz-se que será publicado no final do presente ano.
O aperitivo divulgado pela Fundação pode ser lido aqui.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Citações #14
«Esta consciência de samurais liberais, que sabem que se paga para ter o poder, o poder absoluto, encontra-se sintetizada numa carta de um rapazinho encerrado numa prisão de menores, uma carta que entregou a um padre e que foi lida durante uma reunião. Ainda me lembro dela. De memória:
Todos os que conheço ou estão mortos ou estão presos. Eu quero tornar-me um boss. Quero ter supermercados, lojas, fábricas, quero ter mulheres. Quero três carros, quero que me devam respeito quando entro numa loja, quero ter armazéns em todo o mundo. E depois quero morrer. Mas como morre um verdadeiro, um que comanda realmente. Quero morrer assassinado.»
Todos os que conheço ou estão mortos ou estão presos. Eu quero tornar-me um boss. Quero ter supermercados, lojas, fábricas, quero ter mulheres. Quero três carros, quero que me devam respeito quando entro numa loja, quero ter armazéns em todo o mundo. E depois quero morrer. Mas como morre um verdadeiro, um que comanda realmente. Quero morrer assassinado.»
Gomorra, Roberto Saviano
Bertrand do Chiado reconhecida como a livraria mais antiga do Mundo
Os meus parabéns à Bertrand do Chiado, recentemente distinguida pela Guinness World Records como a livraria mais antiga do Mundo. Tenho orgulho em poder aceder aos serviços de uma livraria que resistiu ao terramoto de 1755 e a alturas de críses financeiras semelhantes à que actualmente vivemos. Tenho orgulho em que seja uma livraria Portuguesa.
Que passem mais uns séculos sem abalar quem se manteve firme e hirto em altura de tamanhas dificuldades.
Saúde!
Que passem mais uns séculos sem abalar quem se manteve firme e hirto em altura de tamanhas dificuldades.
Saúde!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Uma viagem ao mundo da Camorra
«Esta incrível e perturbadora viagem ao mundo dos negócios e do crime da Camorra começa e termina sob o signo das mercadorias, do seu ciclo de vida. Mercadorias "frescas" chegam ao porto de Nápoles todos os dias para serem de imediato ocultadas e armazenadas em prédios antigos, previamente esvaziados de tudo. Mais tarde, chegam as mercadorias "mortas", de toda a Itália e de meia Europa, sob a forma de escórias químicas, resíduos tóxicos ou mesmo esqueletos humanos, que são abusivamente despejadas nos campos da Campania, os mesmos onde os boss da Camorra edificam as suas mansões faustosas e absurdas -datchas russas, vivendas hollywoodescas, verdadeiras catedrais de cimento e mármores preciosos -que certificam o grau de poder alcançado. Com mais de um milhão de exemplares vendidos só em Itália, encontrará certamente em Gomorra, páginas que o agarrarão e o vão arrastar para um abismo onde nenhuma imaginação consegue chegar.»
Interessante...
Citações #13
«Nunca mais esqueci a lição de John Maynard Keynes sobre o conceito de valor marginal: por exemplo, como varia o preço de uma garrafa de água num deserto ou perto de uma cascata. Assim, naquele Verão, a iniciativa italiana entregava garrafas próximo das fontes, enquanto o empresariado chinês edificava nascentes no deserto.»
Gomorra, Roberto Saviano
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