Gostas de falar sobre aquilo que lês? Tens alguém com quem falar?
Gosto muito de falar sobre aquilo que leio, porém, e com muita pena minha, não tenho muita gente com quem falar sobre o assunto. Conheço pouca gente que goste tanto de ler como eu, portanto aproveito para falar bastante com as poucas pessoas que conheço que realmente gostam de ler. Por vezes, quando estou com amigos meus que não lêem de todo, faço questão de tirar da mochila o livro que no momento me acompanha e mostrá-lo. Nem que seja só para verem a capa, lerem o nome do autor ou até lerem uma pequena passagem - que é o que acaba por acontecer várias vezes. Faço-o com o propósito de despertar na pessoa a vontade de ler através daquele click da curiosidade, que mesmo nos tais casos de leitores muito esporádicos pode funcionar! A criação e manutenção - ainda que um pouco desleixada por diversos motivos, profissionais e pessoais - do Travessão deve-se em parte ao facto de gostar de realmente de conversar sobre aquilo que leio
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O Livro dos Homens Sem Luz - João Tordo
Autor: João Tordo
Nº de Páginas: 214
Editora: Publicações Dom Quixote
Nº de Páginas: 214
Editora: Publicações Dom Quixote
Sinopse: «Com ecos de Kafka e Auster, este é um romance onde histórias e personagens se vão cruzando e cada página é um passo expectante em direcção a um desenlace simultaneamente macabro e romântico.»
A principio não percebi o que queria dizer o autor com a expressão «Homens sem luz», dúvida que desapareceu assim que me embrenhei na leitura de mais uma obra de João Tordo - a terceira que leio do autor. Cedo percebi que as várias personagens deste enredo labiríntico tinham algo em comum; a solidão. Neste ponto percebi que homens sem luz são homens sós - não confundir com desacompanhados.
Provavelmente o livro de João Tordo que menos apreciei, o que não significa que não tenha gostado, apenas sublinha o quanto gostei dos outros dois que li. Os factores para que tenha gostado menos deste do que dos restantes tem a ver com o facto de a narrativa ser pouco linear, chegando mesmo a ser algo confusa. Algo que percebo perfeitamente, visto saber que se trata do primeiro livro a ser editado pelo autor. A solidez da escrita de qualquer autor vai sendo cimentada à medida que este vai escrevendo, à medida que vai encontrando o seu estilo e ganha experiência ao escrever mais livros. Com isto quero dizer que me parece que esta obra acaba por pecar pela juventude.
Por diversas vezes durante uma leitura - quando a leitura em questão foca um tema em especial - tenho um automatismo que associa imediatamente o livro a uma palavra. A palavra associada a esta obra é Solidão.
Com um sentido filosófico claramente focado no tema da solidão, trata-se de uma obra poderosa, de uma leitura dura e também de uma escrita fluída.
Uma contrução narrativa diferente das restantes obras que já li do autor, muito menos linear, logo mais confusa, o que numa conclusão relativamente aos pontos positivos e negativos da obra, me parece ser o mais desagradável de todos. Uma obra menor, de um grande escritor.
Citações #18
«Todas as famílias têm alguns esqueletos no armário, mas os Vanger tinham um cemitério inteiro.»
Os Homens Que Odeiam As Mulheres (Millenium I),
Stieg Larsson
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
João Tordo à conversa na Comunidade de Leitores de Coimbra
Aqui vos deixo um vídeo que acabei de encontrar por mero acaso, quando procurava informação acerca deste autor. No vídeo podemos ver João Tordo à conversa com a professora Isabel Delgado na Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra. No vídeo é abordada a obra do autor, com um destaque natural para o seu mais recente livro "Anatomia dos Mártires". A tertúlia centrou-se nas palavras-chave ficção, realidade e memória. Muito interessante!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Citações #17
«A guerra terminou há anos, o mundo é um lugar diferente, e todos aqueles que amei desapareceram. Vejo-lhes o rosto, no entanto, em cada uma das estrelas cadentes que se abatem sobre a neve e, ao contar os raios de luz que atravessam o céu, como vestígios de coisas passadas, sei que sempre vivi na escuridão.»
O Livro dos Homens Sem Luz, João Tordo
O Livro dos Homens Sem Luz, João Tordo
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Citações #16
«Éramos peixes, percebe, peixes mudos em aquários de pano e de metal, simultâneamente ferozes e mansos, treinados para morrer sem protestos, para nos estendermos sem protestos nos caixões da tropa, nos fecharem a maçarico lá dentro, nos cobrirem com a Bandeira Nacional e nos reenviarem para a Europa no porão dos navios, de medalha de identificação na boca no intuito de nos impedir a veleidade de um berro de revolta.»
Os Cus de Judas, António Lobo Antunes
Os Cus de Judas, António Lobo Antunes
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Excelente edição da revista Sábado
Toda a gente que já teve a chance de adquirir um livro de venda conjunta com uma revista - como fazem de quando em vez as revistas sábado e visão, por exemplo - sabe que a qualidade destas mesmas edições são, geralmente, fracas. Algo que, ao meu ver, é uma consequência óbvia do preço super acessivel dos livros em questão. O bom paga-se caro. Algo que esta nova colecção de venda conjunta com a revista Sábado vem contrariar abundantemente. Nesta nova colecção, à venda desde o dia cinco de Maio, os livros são de capa dura, que foi mesmo o detalhe que mais me saltou à vista. Aproveito também para congratular a ilustração da capa, está muito simples e bonita.
Parabéns à revista Sábado, e que venham mais livros desta qualidade.
Parabéns à revista Sábado, e que venham mais livros desta qualidade.
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