segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Na livraria mais antiga do mundo

 É verdade, esta semana finalmente tive a oportunidade de visitar a livraria mais antiga do mundo: a bertrand do chiado que, como podem ver pela data assinalada na primeira fotografia- ainda que a má qualidade das fotografias  não o mostre da melhor maneira - foi fundada em 1732!

Situada num edifício muito antigo, a bertrand do chiado austenta uma aparência muito bonita. Em minha opinião muito por causa do contraste entre as paredes antigas e as arcadas pelas quais se passa em direcção ao género literário de eleição de cada um e as modernices que todas as livrarias têm nos dias de hoje como a inundação de publicidade a obras de certos autores muito badalados. Em resumo posso dizer que encontrei um espaço muito bonito e que mesmo que não o fosse, valia pela história que tem por trás!
 
Quero só acrescentar que está patente desde o dia 20 de Abril de 2011, no interior da livraria o atestado - certificado pelo Guiness Book of World Records - que lhe confere o estatuto de livraria mais antiga do mundo! Quem quiser dar uma espreitadela a este pedaço de património cultural é só ir até à Rua Garret, no Chiado.

sábado, 1 de setembro de 2012

Uma prenda para mim

Ontem entrei pela primeira vez na Leya, Praça D. Pedro IV, Lisboa, e comprei algo muito especial; dois livros de um dos meus autores preferidos que, na minha opinião, é também um dos mais proeminentes escritores das letras portuguesas. Um deles (As Três Vidas) estava afastado dos escaparates faz algum tempo. Sendo a obra que venceu, em 2009, o Prémio Literário José Saramago é normal que tenha tido especial atenção por parte dos leitores. O outro (Anatomia dos Mártires) é a mais recente obra de João Tordo, publicada em Novembro passado. Completo assim na minha estante o conjunto de romances até à data publicados pelo talentoso escritor lisboeta.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Booking Through Thursday - Discussão

Gostas de falar sobre aquilo que lês? Tens alguém com quem falar?

Gosto muito de falar sobre aquilo que leio, porém, e com muita pena minha, não tenho muita gente com quem falar sobre o assunto. Conheço pouca gente que goste tanto de ler como eu, portanto aproveito para falar bastante com as poucas pessoas que conheço que realmente gostam de ler. Por vezes, quando estou com amigos meus que não lêem de todo, faço questão de tirar da mochila o livro que no momento me acompanha e mostrá-lo. Nem que seja só para verem a capa, lerem o nome do autor ou até lerem uma pequena passagem - que é o que acaba por acontecer várias vezes. Faço-o com o propósito de despertar na pessoa a vontade de ler através daquele click da curiosidade, que mesmo nos tais casos de leitores muito esporádicos pode funcionar! A criação e manutenção - ainda que um pouco desleixada por diversos motivos, profissionais e pessoais - do Travessão deve-se em parte ao facto de gostar de realmente de conversar sobre aquilo que leio

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Livro dos Homens Sem Luz - João Tordo


Título: O Livro dos Homens Sem Luz
Autor: João Tordo
Nº de Páginas: 214
Editora: Publicações Dom Quixote

Sinopse: «Com ecos de Kafka e Auster, este é um romance onde histórias e personagens se vão cruzando e cada página é um passo expectante em direcção a um desenlace simultaneamente macabro e romântico.»

A principio não percebi o que queria dizer o autor com a expressão «Homens sem luz», dúvida que desapareceu assim que me embrenhei na leitura de mais uma obra de João Tordo - a terceira que leio do autor. Cedo percebi que as várias personagens deste enredo labiríntico tinham algo em comum; a solidão. Neste ponto percebi que homens sem luz são homens sós - não confundir com desacompanhados.

Provavelmente o livro de João Tordo que menos apreciei, o que não significa que não tenha gostado, apenas sublinha o quanto gostei dos outros dois que li. Os factores para que tenha gostado menos deste do que dos restantes tem a ver com o facto de a narrativa ser pouco linear, chegando mesmo a ser algo confusa. Algo que percebo perfeitamente, visto saber que se trata do primeiro livro a ser editado pelo autor. A solidez da escrita de qualquer autor vai sendo cimentada à medida que este vai escrevendo, à medida que vai encontrando o seu estilo e ganha experiência ao escrever mais livros. Com isto quero dizer que me parece que esta obra acaba por pecar pela juventude.
Por diversas vezes durante uma leitura - quando a leitura em questão foca um tema em especial - tenho um automatismo que associa imediatamente o livro a uma palavra. A palavra associada a esta obra é Solidão.
Com um sentido filosófico claramente focado no tema da solidão, trata-se de uma obra poderosa, de uma leitura dura e também de uma escrita  fluída.

Uma contrução narrativa diferente das restantes obras que já li do autor, muito menos linear, logo mais confusa, o que numa conclusão relativamente aos pontos positivos e negativos da obra, me parece ser o mais desagradável de todos. Uma obra menor, de um grande escritor.

Citações #18

«Todas as famílias têm alguns esqueletos no armário, mas os Vanger tinham um cemitério inteiro.»

Os Homens Que Odeiam As Mulheres (Millenium I),  
Stieg Larsson

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

João Tordo à conversa na Comunidade de Leitores de Coimbra

Aqui vos deixo um vídeo que acabei de encontrar por mero acaso, quando procurava informação acerca deste autor. No vídeo podemos ver João Tordo à conversa com a professora Isabel Delgado na Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra. No vídeo é abordada a obra do autor, com um destaque natural para o seu mais recente livro "Anatomia dos Mártires". A tertúlia centrou-se nas palavras-chave ficção, realidade e memória. Muito interessante!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Citações #17

«A guerra terminou há anos, o mundo é um lugar diferente, e todos aqueles que amei desapareceram. Vejo-lhes o rosto, no entanto, em cada uma das estrelas cadentes que se abatem sobre a neve e, ao contar os raios de luz que atravessam o céu, como vestígios de coisas passadas, sei que sempre vivi na escuridão.»

O Livro dos Homens Sem Luz, João Tordo