quinta-feira, 14 de março de 2013

A rainha no palácio das correntes de ar (Millenium 3) - Stieg Larsson


Título: A rainha no palácio das correntes de ar 
Autor: Stieg Larsson
Nº de Páginas: 732
Editora: Oceanos - Bis Leya

Sinopse: «Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas...
Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da SAPO, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o Inspector Bublanski, Anita Giannini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?»

Neste terceiro e derradeiro volume da saga millenium confirmei as suspeitas; Stieg Larsson foi um mestre! Devo também dizer que tive recentemente a oportunidade de ver o filme que, para contrariar as minhas suspeitas, me conseguiu surpreender bastante pela positiva; através de uma incrível adaptação para a tela quase copiando a idealização do desenrolar da narrativa e das personagens que eu visualizara, em particular Lisbeth Salander. Neste volume, Lisbeth vê-se forçada a permanecer no hospital, carecendo de tratamentos, dependente da ajuda de terceiros para preparar o processo que irá ser alvo por parte do procurador Ekstrom, de Estocolmo. O suspeito do costume, o inabalável Super Bloomkvist, não desiste de tentar ajudá-la; sem receio de recorrer a métodos pouco ortodoxos que posteriormente se revelariam essenciais. Pelo meio decorre mais um episódio interessante na vida amorosa de Mikael Bloomkvist, que desta vez se perde de amores por uma inspectora ligada ao grande processo. Confesso que adoro a escrita de Stieg Larsson e a vejo como uma poção ideal para se escrever este género de narrativa ao mesmo tempo envolvente, extasiante e simples; uma escrita crua e sem floreados com a qual me dou lindamente e que devoro como um esfomeado. Só é pena eu saber que não existe mais nada do autor para eu ler, é mesmo pena…Enfim, penso que se justifica plenamente o sucesso obtido um pouco por todo o lado, figurando nos tops de vendas em vários cantos do mundo: fascinante!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Citações #22

«Basta ao menos uma vez manter-me firme, e numa hora posso mudar todo o destino! O mais importante é o carácter. Lembrar-me apenas do que me aconteceu há sete meses em Roletenburgo, antes de ter perdido tudo. Oh, aquilo foi um caso notável de determinação: tinha perdido tudo, tudo... Ao sair do casino, descobri no bolso do colete um florim a agitar-se. «Ah, portanto ainda tenho com que jantar!»... pensei, mas, depois de ter dado uns cem passos, reconsiderei e voltei para trás. Coloquei esse florim no manque e, na verdade, há qualquer coisa de especial na sensação, quando sozinho, num país estrangeiro, longe da pátria, dos amigos, e sem saber o que se há-de comer hoje, se joga o último florim, o último dos últimos! Ganhei, e ao fim de vinte minutos saí do casino com cento e setenta florins no bolso. Isto é um facto! Aí está o que pode por vezes significar o último florim! Mas como seria se eu então tivesse desanimado, se não tivesse ousado decidir-me?...»

O Jogador, Fiódor Dostoievski

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Citações #21

«Usámos o corpo um do outro como gratificação, apetece-me dizer: embora isto seja menos e mais do que verdadeiro. Porque a verdade é que, de repente, eu deixara de a conhecer e ela se encontrava perdida noutro lugar qualquer.»

Anatomia dos Mártires, João Tordo

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo (Millenium 2) - Stieg Larsson


Título: A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo 
Autor: Stieg Larsson
Nº de Páginas: 623
Editora: Oceanos - Bis Leya

Sinopse: «Depois de uma longa estada no estrangeiro, Lisbeth Salander regressa à Suécia, cede o pequeno apartamento onde vivia  à sua amiga Miriam Wu, e instala-se luxuosamente numa zona nobre da cidade. Pela primeira vez na vida é economicamente independente, mas cedo percebe que o dinheiro não é tudo: não tem amigos nem família e está só. 
Mikael Blomkvist, que tentara contactar Lisbeth Salander durante meses, sem sucesso, desiste e concentra-se no trabalho. À Millenium chegou material para uma notícia explosiva: o jornalista Dag Svensson e a sua companheira Mia Johansson entregam na editora dois documentos que provam o envolvimento de personalidades importantes numa rede de tráfico de mulheres para exploração sexual. Quando Dag e Mia são brutalmente assassinados, todos os indícios recolhidos no local do crime apontam um suspeito: Lisbeth Salander. O seu passado sombrio e pouco convencional não abona a favor da sua imagem e a polícia move-lhe uma perseguição implacável. Lisbeth Salander, que está disposta a romper de vez com o passado e a punir aqueles que a prejudicaram, tem agora de provar a sua inocência e só uma pessoa parece disposta a ajudá-la: Mikael Blomkvist que, apesar de todas as evidências, se recusa a acreditar na sua culpabilidade.»

Penso que este foi o livro que me fez sentir, pela primeira vez, a curiosidade que engloba toda uma trilogia; a forma como a narrativa propositadamente se divide, de modo a deixar aquela réstia de ansiedade em relação a uma determinada personagem ou acontecimento é, na minha opinião, uma receita muito boa para este género de thriller. E que thriller!
Foi também nesta segunda parte que concluí que gosto muito mais de Lisbeth; a sua frieza e brutalidade em contraste com a bondade que oferece às - poucas - pessoas em quem confia formam o ponto de equilíbrio para uma personagem hiper cativante e imprevisível. Virei página a página, desejoso de a puder encontrar no próximo parágrafo, tal era a ansiedade de descobrir o que se passava naquela mente, simultâneamente dotada e implacável. Senti nela uma confiança tal que, independentemente do género de ameaça que lhe aparecesse, sabia que iria safar-se. A certo ponto senti-me incapaz, pois fui invadido por uma vontade colossal de ajudá-la, até voltar a cair em mim e bater de cara no meridiano que separa a realidade da ficção, divisão essa que consigo ver cada vez menos nitidamente. Gostei deste livro principalmente por ter mais suspense que o primeiro, entre vários outros aspectos que me conseguiram deixar à beira das insónias, absorto de tudo o resto e com muita, muita vontade de continuar a ler...


A Sinopse


Deparei-me, agora mesmo, durante uma das muitas voltas que dou por um par de blogs de opinião literária, com uma notícia que me deixou com água na boca  está disponível a sinopse do novo livro de João Tordo que, ao que parece, será editado muito em breve pela Dom Quixote. Estou curiosíssimo!

Sinopse
Depois de treze anos de vida desregrada no Québec, Hugo, um contrabaixista de jazz, decide tirar um «ano sabático» e regressar a Lisboa, onde espera reencontrar o equilíbrio junto da família. Porém, logo numa das primeiras noites, assiste ao concerto de Luís Stockman – um pianista que se tornou recentemente famoso –, e a almejada paz transforma-se no pior dos pesadelos: Stockman toca um tema inédito que Hugo conhece bem demais, pois é o mesmo que vem escrevendo há anos na sua cabeça…
Quando o começam a confundir na rua com o pianista – e a própria mãe lança a dúvida sobre a sua identidade –, Hugo encetará uma busca obsessiva da verdade e do seu duplo, entrando num labirinto de memórias e contradições que o conduzirá a um destino muito mais funesto do que imaginara ao deixar Montreal. É nessa mesma cidade que Stockman desaparecerá, curiosamente, mais tarde, segundo nos conta o seu melhor amigo – o narrador deste romance – a quem cabe agora desmontar os acontecimentos, destrinçar fantasia e realidade e enfrentar as assustadoras e macabras coincidências que unem, como num espelho, a vida dos dois músicos.

Fonte

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Novo romance de João Tordo em Fevereiro: "O Ano Sabático".


O autor partilhou esta imagem na sua página oficial do facebook, com a seguinte descrição; "Primeiro exemplar do meu novo romance, "O Ano Sabático", nas livrarias já no princípio de Fevereiro". Ora, muitos boas notícias para os fãs de Tordo que, tal como eu, adorei tudo o que já li do autor - por ordem: Hotel memória, O Bom Inverno e O livro dos homens sem luz -, sendo que tenho já na prateleira os restantes já lançados pelo autor à espera para serem lidos. Sendo assim, mais um para adquirir sem dúvida, pois gostei de tal forma da sua escrita que já o classifico como um dos meus autores de eleição. Aguardo ansiosamente.