Título: A rainha no palácio das correntes de ar
Autor: Stieg Larsson
Nº de Páginas: 732
Editora: Oceanos - Bis Leya
Sinopse: «Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas...
Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da SAPO, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o Inspector Bublanski, Anita Giannini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?»
Neste
terceiro e derradeiro volume da saga millenium confirmei as suspeitas; Stieg
Larsson foi um mestre! Devo também dizer que tive recentemente a oportunidade
de ver o filme que, para contrariar as minhas suspeitas, me conseguiu surpreender
bastante pela positiva; através de uma incrível adaptação para a tela quase
copiando a idealização do desenrolar da narrativa e das personagens que eu visualizara,
em particular Lisbeth Salander. Neste volume, Lisbeth vê-se forçada a
permanecer no hospital, carecendo de tratamentos, dependente da ajuda de
terceiros para preparar o processo que irá ser alvo por parte do procurador
Ekstrom, de Estocolmo. O suspeito do costume, o inabalável Super Bloomkvist,
não desiste de tentar ajudá-la; sem receio de recorrer a métodos pouco
ortodoxos que posteriormente se revelariam essenciais. Pelo meio decorre mais
um episódio interessante na vida amorosa de Mikael Bloomkvist, que desta vez se
perde de amores por uma inspectora ligada ao grande processo. Confesso que adoro
a escrita de Stieg Larsson e a vejo como uma poção ideal para se escrever este
género de narrativa ao mesmo tempo envolvente, extasiante e simples; uma
escrita crua e sem floreados com a qual me dou lindamente e que devoro como um
esfomeado. Só é pena eu saber que não existe mais nada do autor para eu
ler, é mesmo pena…Enfim, penso que se justifica plenamente o sucesso obtido um
pouco por todo o lado, figurando nos tops de vendas em vários cantos do mundo:
fascinante!